Uma das dúvidas que mais angustiam o espírito humano é, sem dúvida, a que diz respeito à sua natureza. Qual é o destino do homem após a morte? O que existe além desta vida? É a nossa alma imortal? Existe consciência após a morte ou alguma forma de castigo ou recompensa relacionados com a vida aqui levada? Enfim, o que somos, de onde viemos, para onde vamos?
Eis a dúvida dos séculos.
Não pode existir mais do que uma resposta, evidentemente, a estas perguntas. Apesar da variedade de teorias a este respeito, pelo princípio de exclusão, apenas uma das seguintes possibilidades é verdadeira, não podendo existir mais do que uma:
1ª Simplesmente, não há nenhuma forma de vida após a morte. Morreu, acabou.
2ª Após a morte, uma parte imaterial inerente ao ser humano, chamada espírito , se desprende do corpo e, obedecendo a uma lei chama da cármica , após um período de adaptação, volta para completar um ciclo evolutivo de aperfeiçoamento, de conformidade com o bem ou o mal que houver feito através do corpo material, aqui na Terra.
Depois de sucessivas reencarnações e após um período mais ou menos longo de aprendizado, tendo atingido um determinado estágio de aperfeiçoamento, conhecimento e luz, não mais necessitará voltar a este mundo na forma humana, através de um corpo material. Galgando esta dimensão espiritual, é como se tivesse chegado à salvação ou a um estado de felicidade tal que atingiu o objetivo para o qual fora criado, através de seus próprios esforços e da prática da justiça e da caridade.
3ª Após a morte, uma parte distinta e imaterial do ser humano chamada alma, num estado de perfeita consciência, vai para um lugar de tormentos sem fim, como castigo pelo mal praticado no corpo, ou para um lugar de gozo e felicidade eterna, como conseqüência do bem aqui praticado. Depois de um período não conhecido, voltará a ocupar um corpo, através da ressurreição da carne. Nessa condição deverá passar toda a eternidade, num lugar de tormentos, chamado inferno, ou de gozo e alegria, chamado céu ou paraíso.
4ª Após a morte, não há consciência. O ser humano simplesmente desce à sepultura sem ao menos saber que morreu. Num período determinado será novamente chamado à vida para receber o juízo de condenação, ou morte eterna, ou o juízo de salvação, ou vida eterna, para viver aqui mesmo nesta Terra, então renovada e restaurada à pureza e perfeição de quando foi criada. A diferença entre esta quarta hipótese e a primeira é que na primeira a morte é definitiva e na quarta todos os mortos reviverão, uns para sempre e outros apenas para receber a sentença da segunda morte, da qual não mais haverá ressurreição.
Dentro destas teorias existem algumas variações, como a da transmigração da alma, segundo pretendem algumas filosofias, especialmente as orientais. Estas pretendem abranger também a natureza de formas consideradas inferiores de vida, como os seres irracionais.
Destas teorias existentes apenas uma, necessariamente, tem de ser a verdadeira. Evidentemente não pode existir mais do que uma resposta a esta questão, ou seja, é impossível que exista mais do que uma verdade para ela.
Este estudo, respeitando a convicção de quem quer que seja, apenas pretende oferecer subsídios da literatura pertinente, de vários credos e filosofias, de várias épocas e lugares e, especialmente, pretende mostrar o que a Bíblia Sagrada, chamada de A Palavra de Deus , esclarece a este respeito.
Não é nosso propósito causar polêmicas. Muito mais do que isso, também não é nosso propósito ofender ou criticar a convicção sincera das pessoas que porventura tenham entendimento diferente do nosso, com relação a este assunto de tão grande importância. Desejamos apenas, humilde e sinceramente, contribuir de alguma forma para que, através do conhecimento dos ensinamentos de Jesus Cristo, as pessoas possam encontrar conforto e segurança em Suas promessas.
Pela tão elevada importância deste assunto, que envolve interesses eternos para a vida de todas as pessoas, é nossa sincera esperança e desejo que estes estudos possam trazer algum bem e despertar em cada um que deles tiverem conhecimento e participação, a necessidade de buscar com alegria a fonte de toda justiça e da verdadeira felicidade, que é Jesus Cristo.
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quarta-feira, 2 de agosto de 2006
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